Supermercados: Por quê os finlandeses pagam mais?

Foto: David Cáceres, Finlandia Hoy.

O jornal Hufvudstadsbladet (página em sueco) analisa o mercado de alimentos na Finlândia, há décadas dominado pelo duopólio das redes S e K.

De acordo com o analista de varejo Arhi Kivilahti, da consultoria Kaupan Tila, a baixa concorrência traz consequências previsíveis – entre elas, preços mais altos.

«Os alimentos não são apenas mais um bem de consumo. Os preços dos supermercados afetam todos os cidadãos, mas o tema desperta surpreendentemente pouco interesse político», observa Kivilahti.

Na Suécia, o cenário é distinto: parlamentares de diferentes partidos criticam abertamente as grandes cadeias e até chegaram a propor boicotes. Em março, um deputado da esquerda afirmou que os consumidores estavam sendo «roubados ao entrar em um supermercado».

Para Kivilahti, a explicação para o silêncio finlandês é simples: «O setor de alimentos tem sido eficiente em seu lobby. por isso, o tema quase não é discutido no país».

Lidl aposta em restaurante pop-up no centro de Helsinque

A rede alemã de descontos Lidl chamou atenção na Finlândia com uma jogada de marketing ousada: a abertura de um restaurante temporário no coração de Helsinque, onde todos os pratos são preparados exclusivamente com ingredientes vendidos em suas lojas.

O espaço, batizado de Lidlerie, foi concebido em parceria com o chef Henri Alén. Os clientes podem escolher entre três menus de quatro etapas, com preços calculados ao centavo – o mais barato custa 12,69 euros e o mais caro 19,53 euros.

A ambientação reforça a identidade da marca: as mesas foram decoradas com guardanapos amarelos, na cor característica da rede, segundo o jornal Helsingin Sanomat y YLE News (em suomi).

Todas as reservas para o restaurante pop-up já foram preenchidas antecipadamente, embora ainda haja algumas vagas limitadas para quem decidir aparecer sem marcação.